Como fazer arroz-doce do Jorge Amado

O arroz-doce aparece em diversas obras de Jorge Amado. Fiz a receita presente no livro “A Comida Baiana de Jorge Amado” e em “Dona Flor e Seus Dois Maridos“. E o melhor? Sem leite condensado!

Esta ideia de aprender a cozinhar com meus escritores preferidos anda rendendo bons bocados. Primeiramente porque, é claro, estou aprendendo a cozinhar enquanto me divirto capturando alguma receita nas páginas da obra.

E em segundo lugar, porque as pessoas ao meu redor acabam incentivando a empreitada com ideias, receitinhas, dicas e, às vezes, presentinhos. Foi o que aconteceu no último Natal. Sabendo do blog, uma tia me presenteou com o livro “A Comida Baiana de Jorge Amado”, de Paloma Jorge Amado, ninguém mais, ninguém menos que a filha do escritor.

A obra foi relançada pela Editora Panelinha e traz receitas de comidinhas escondidas nas obras de Jorge Amado. É um livro delícia para quem, assim como eu, adora esta simbiose entre gastronomia e literatura.

É claro que há diversas receitas de bolos, sobremesas, refeições completas e etc. Mas optei pelo arroz-doce porque era algo prático e porque eu simplesmente amo arroz-doce. Fiquei ainda mais curiosa quando vi que a receita de Jorge Amado não vai leite condensado. Ficou curioso também?

Você já deve saber, mas não custa lembrar. “Dona Flor e seus dois maridos” é um livro obrigatório e divertidíssimo. A obra conta a história de Dona Flor, um exímia merendeira que ganha a vida dando aula de culinária na escola “Sabor & Arte”.

Ela foi casada com Vadinho, um boêmio que, num belo dia de Carnaval, cai morto na rua e a deixa viúva.

Com o passar do tempo, Dona Flor acaba cedendo às investidas do Doutor Teodoro e se casa novamente, mas nunca supera a morte do primeiro marido.

dona flor e seus dois maridos

Vadinho e Teodoro são personagens completamente opostos de personalidade, físico e até nos gostos culinários;Teodoro é um homem sério, mais velho e que gosta dos mingaus como canjica e arroz-doce; Já Vadinho era um boêmio incorrigível, que se esbaldava com a cozinha porreta da esposa, inventando apelidos carinhosos para ela como “Meu acarajé gostoso” ou “Minha franguinha gorda”.

“Dona Flor e Seus Dois Maridos” foi publicado em 1966 e descreve com muita ironia e numa linguagem super regional a cidade de Salvador nos anos 40.

Virou filme em 1976, dirigido por Bruno Barreto e protagonizado por Sônia Braga, José Wilker e Mauro Mendonça.

A obra é um incrível livro de receitas típicas baianas e, com certeza, trarei muitas para o blog. Porém, hoje aprenda como fazer arroz-doce. 

A receita a seguir foi dada a Zélia Gattai, escritora e esposa de Jorge Amado, por Elisa Salema, esposa do escritor português Álvaro Salema.

Segundo o livro organizado por Paloma Jorge Amado, come-se arroz-doce nas obras “Cacau“, “Jubiabá“, “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e “O Sumiço da Santa“.

Quer aprender como fazer arroz-doce? Então aprenda a fazer com a receita da Dona Flor. 


1machado 

Arroz-Doce
Serves 4
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Tempo de preparo
30 min
Tempo de preparo
30 min
Ingredientes
  1. - 7 punhados de arroz de goma (se não encontrar, compre um arroz que desmanche ao cozinhar - dica retirada do próprio livro)
  2. - 2 1/2 litros de leite
  3. - Casca de dois limões
  4. - 1 colher sopa de manteiga
  5. - Açúcar a gosto
  6. - 7 gemas de ovos grandes
  7. - canela em pó a gosto
Modo de Preparo
  1. Numa panela, coloque o arroz e cubra-o com o leite, deixando-o descansar por duas horas.
  2. Acrescente a casca dos limões e leve ao fogo até que o arroz fique bem cozido.
  3. Tire a panela do fogo, junte a manteiga, tempere com açúcar e coloque as gemas.
  4. Volte com a panela ao fogo até que engrosse.
  5. Retire do fogo e coloque numa travessa para esfriar.
Capitu vem para o jantar http://capituvemparaojantar.com/

 Adorei a receita! O arroz fica bem cremoso e não há quem diga que não vai leite condensado.

Sirva gelado com canela em pó em cima!

Denise Godinho

Meu nome é Denise Godinho. Decidi aprender a cozinhar e, para a empreitada ser mais interessante, vou fazer as receitas que estão escondidas dentro dos livros. E, acredite, são muitas!

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