Sopa de Cebola para A Bela e a Fera

Aprenda a fazer uma Sopa de Cebola Gratinada e saiba mais sobre a história de “A Bela e a Fera”.

 

A história da Bela e a Fera foi publicada originalmente em 1740 na França por uma mulher chamada Gabrielle-Suzanne Barbot de Gallon, ou Madame de Villeneuve. 

Só que alguns estudiosos acreditam que Gabrielle se inspirou numa história real. E para contar isso, eu vou precisar voltar um pouquinho na história.

(Você pode assistir ao vídeo com o passo a passo da receita da Sopa de Cebola e toda essa história)

https://www.youtube.com/watch?v=W5KF-o-hg4w&t=5s

Em meados do século 16, o rei da França Henrique II ganhou um garoto chamado Petrus Gonsalvus.

Eu digo ganhou, pois este era um rei que adorava dar festas e, nestas festas, eram oferecidos a ele vários presentes exóticos, como animais de outras regiões, pessoas diferentes e objetos curiosos. Numa festa, portanto, ele ganhou o garoto Petrus Gonsalvus, que nasceu com uma condição muito rara em que seu corpo era coberto por pelos.

Hoje em dia sabemos que essa condição é chamada de hipertricose. Uma doença muito rara. Só pra você ter uma ideia, atualmente há apenas 50 casos registrados no mundo todo. Então dá pra imaginar que no século 16 as pessoas pouco sabiam sobre o assunto e a figura de Petrus despertou a curiosidade de todos.

A rainha, esposa de Henrique II, chamada Catarina de Médici, foi umas dessas curiosas e adotou esse rapaz.

Mas, eu preciso fazer uns parênteses sobre a Catarina de Médici só pra você entender quem ela era. Segura aí que lá vem história:

Duzentos anos depois, com o estopim da Revolução Francesa, a população revoltada foi às ruas e os túmulos dos reis de outrora foram saqueados. Os ossos de Catarina de Médici foram roubados e vendidos nas ruas como souvenir. Isso mostra como ela era uma rainha não muito amada pelo povo. Você deve se lembrar que ela é considerada a responsável por uma das noites mais sangrentas da história chamada de Noite de São Bartolomeu em que os protestantes foram massacrados por ordem reais.

Milhares de pessoas mortas. Alguns estudiosos estimam que 30 ou 40 mil pessoas assassinadas numa noite.

Catarina de Médici era conhecida por amar o excêntrico, exótico.

Nostradamus era o astrólogo pessoal dela e ela tomava decisões drásticas políticas baseadas nas visões de Nostradamus. Então, assim, ela não era conhecida por ser uma pessoa boa. E o fato de ela ter adotado o Petrus Gonsavus como protegido nada tinha a ver com uma questão maternal, e sim pura e sórdida curiosidade de imaginar como seria se este “ser”, este “animal”, fosse tratado como um humano.

Então, Petrus viveu na corte, teve a melhor educação, falava várias línguas e virou um adulto super intelectual. Até que a curiosidade da rainha cresceu.

“Como seriam os filhos deste rapaz?”, ela pensou.

Ela, ardilosamente, armou um casamento com Catarina, filha de um funcionário da corte e que dizem que era belíssima. A menina quando viu seu futuro esposo desmaiou, chorou, esperneou, mas quem ela era pra bater de frente com a rainha?

Com o passar do tempo,  e a convivência diária, contudo, o improvável aconteceu. Catarina viu em Petrus sua humanidade e realmente se apaixonou por ele. Eles se casaram, tiveram sete filhos, quatro deles com a mesma condição do pai e viveram juntos até a morte com mais de 80 anos de idade.

Como eu disse, essa história de fato aconteceu na corte francesa. Então é bem provável que fosse um causo muito conhecido na França. E que de fato tenha inspirado Gabrielle em seu famoso conto publicado em 1740, duzentos anos depois. 

Só que esse conto de Gabrielle é bem mais adulto do que aquela história contada pela Disney. Só pra você ter uma ideia, o príncipe é criado por uma bruxa que se apaixona por ele, ela tenta seduzi-lo, ele não topa as investidas e sofre com essa maldição terrível de ser transformado em uma fera.

Não era um conto muito apropriado para crianças. E chegou até a ser censurado. E então 16 anos depois, uma outra mulher entra na história. Madame de Beaumont, a Jeanne-Marie Leprince, publicou um livro de contos infantis que continha a história da Bela e a Fera numa versão mais curta e mais infantil. E é a versão dela que ouvimos até hoje.

Hun… mas e a sopa?

Eu li os dois contos. O da Madame de Beaumont e o da Madame de Villeneuve (Que, inclusive, é super fácil de encontrar numa edição linda da Editora Zahar).

E sim, aquele famoso jantar oferecido para Bela na primeira noite que ela dorme no castelo da fera existe! Porém, para nosso azar, nenhuma das duas escritoras decidiu nos contar o que afinal eles comeram.

Daí eu me inspirei na versão da Disney. Você, é claro, se lembra do Lumiére cantando “À Vontade”, né?

 

Tanto a versão em inglês, como a em português, menciona a Soup du Jour. Ou, sopa do dia em francês.

Sopa numa história que acontece na França? Achei que seria uma ótima oportunidade de finalmente aprender a fazer a Sopa de Cebola Gratinada típica francesa. A minha favorita!

Mas calma aí que tem mais história:

Como eu já disse, o conto da Bela e a Fera foi publicado originalmente em 1740 na França. Isso significa que aconteceu durante o reinado do Luis XV.

Um rei que, diz a lenda, inventou a Sopa de Cebola. Segundo o causo, ele estava sozinho em sua cabana, com muita fome e viu que só tinha cebolas, champanhe e manteiga. E assim criou uma Sopa de Cebola.

É claro que a receita evoluiu ao longo do tempo até chegar na tradicional sopa francesa gratinada, né?


 

Sopa de Cebola para A Bela e a Fera
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Para o caldo
  1. - Cascas de 10 cebolas com 3 folhas (Reserve as cebolas descascadas)
  2. - 4 folhas de louro
  3. - 2 colheres de sopa de azeite
  4. - 1 taça de champanhe
  5. - 1 litro de água
  6. - 2 colheres de sopa de sal
Para a sopa
  1. - 1 litro de caldo de cebola
  2. - 8 cebolas fatiadas
  3. - 1 colher de sopa de manteiga
  4. - 1 colheres de sopa de azeite
  5. - 1 colher de sopa de farinha de trigo
  6. - 100g de queijo Gruyère ralado
  7. - Fatias de pão da sua preferência tostadinhos na manteiga
Modo de Preparo
  1. Aqueça o azeite e refogue as cascas da cebola.
  2. Junte o louro, e o sal.
  3. Adicione o champanhe e em seguida a água.
  4. Cozinhe o caldo em fogo baixo por uma hora.
  5. Depois de pronto, não esqueça de peneirar o caldo e reserve.
  6. - Numa panela adicione a manteiga e o azeite e refogue as cebolas até ficarem bem murchinhas.
  7. - Adicione o caldo.
  8. - E em seguida a farinha e misture.
  9. - Cozinhe até ficar bem cremosa.
  10. - Coloque a sopa em refratários individuais, com uma fatia de pão em cima e finalize com bastante queijo.
  11. - Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus até gratinar, mais ou menos por 10 minutos, e sirva ainda quente.
Capitu vem para o jantar https://capituvemparaojantar.com/site/
E aí, gostou da sopa? Gostou da história da Bela e a Fera?

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Até a próxima receita.

<3

 

 

Denise Godinho

Meu nome é Denise Godinho. Decidi aprender a cozinhar e, para a empreitada ser mais interessante, vou fazer as receitas que estão escondidas dentro dos livros. E, acredite, são muitas!